09/09/07

33 razões para me amarem ou odiarem

A lista é ordenada de forma aleatória
Sobre mim que dizer?
1. Peido-me às vezes. E o problema é que aviso. Sinceridade acima de tudo
2. Falo com a boca cheia, é um mau hábito que encontrei para não perder uma oportunidade de meter o bedelho
3. Falo imenso, às vezes em demasia. Arranjo assunto em tudo e em nada. Se o tema for formigas, lixeiras ou a crise do médio oriente, é indiferente. Tenho sempre opinião e estou sempre pronta para longas argumentações ou meras tontices sobre o assunto
4. Adoro rir e fazer rir os outros
5. Tudo o que me aconteça é sempre alvo de uma estória divertida e muito pormenorizada. A minha vida dava uma sitcom
6. Dou opinião, mesmo que não ma pensam, o que às vezes leva a dissabores.
7. Choro quase tanto como rio, o que me valeu a fama de carpideira. Tenho uma amiga que inclusive me sugeriu utilizar este dom para ter um part-time. Ainda estou a equacionar a hipótese.
8. Adoro saber da vida dos outros. Sei que é feio, mas não posso ter só qualidades.
9. Ainda penso demasiado nos sentimentos dos outros, de não magoar, mas depois quem se lixa sou eu, pois esqueço-me de mim. Tudo isto me leva a não dizer as coisas como eu queria. Mas estou melhor, já consigo dizer não.
10. Sou insegura e não há nada a fazer. Mas tento ver isto como uma qualidade. Com tanto potencialidade seria uma insuportável convencida
11. Sou doida e impulsiva. Sim, eu corro riscos, mas acho que deveria fazer isso muito mais. Daqui a pouco tenho asas.
12. Tenho uma gargalhada estridente que parece mais um aviso do que uma gargalhada
13. Adoro gatos, livros e cinema
14. Gosto de estar rodeada de amigos e do conviver. Adoro jantares em ambiente familiar, sinto-me mesmo em casa
15. Acho o cheiro de terra molhada simplesmente afrodisíaco, assim como o de canela
16. Já beijei um desconhecido. O gajo estava a irritar-me a pedinchar um beijo e a dizer que era muito gira. Para o calar, dei-lhe um beijo. PS – Ele até era bonito, mas muito chato…e estava muito bêbado. E isto aconteceu há alguns anos, no período em que os meus neurónios eram pouquitos e em que fazia montes de maluquices
17. Desporto, gosto, gosto. Agrada-me a sensação de liberdade, aquele cansaço saboroso do fim de um treino. E o resultado no meu corpo, melhor ainda
18. Sou viciada em maças. Como todos os dias pelo menos uma. Mas há alturas em que são às 3 e 4. Também devoro iogurtes.
19. Escrevo poesia desde criança, mas isso sempre me fez sentir um bicho raro. Tenho a minha “obra” espalhada em papéis, folhas rasuradas. Há tempos encontrei várias folahs amachucadas com frases soltas num saco
20. Sou desarrumada. Gosto de ter algum caos pela casa. Trauma materno. A minha mãe não suportava ver revistas e jornais apilhados e eu agora rebelo-me na minha casa. Embora já consiga ver-me livre de alguma coisa
21. Tiro macacos do nariz e gosto de fazê-lo, o problema é que regra geral sou apanhada. Pois é, eu sou daquelas exibicionistas que gosta da adrenalina, do risco de passar vergonha.
22. Queria um dia escrever um romance.
23. Não resisto a um bolo de arroz ou a um cubo de chocolate
24. Ninguém faz melhor rabanadas do que eu.
25. Sou muito permissiva e paciente, o que faz com que os outros me usem algumas vezes como tapete. Sou incapaz de usar as minhas frustrações para magoar os outros, pena que não façam o mesmo.
26. Cozinho bem, nunca ninguém se queixou. Quase contrário dava direito a birra e choradeira. As opinião foram e serão sempre positivas
27. Preciso de me sentir útil e amada. Todos nós, não é?
28. Detesto pessoas aspirantes a intelectuais ou artistas. Morro de tédio e confesso que me irritam
29. Vermelho e laranja são para mim as melhores cores para o vestuário. São intensamente vibrantes e ficam-me sempre
30. Sou insatisfeita e queixo-me muito da vida e das dificuldades, mas trabalho muito para que as coisas mudem. Mas nunca poderei tr tudo, caso contrário amuo e morro de tédio
31. Melhor música para me definir: Garbage – I’m only happy when it rains. Gosto de desafios
32. Quero um dia ter um filho e saber o que é essa coisa da reciprocidade no amor.Ando sempre desencontrada
33. Quero manter esta doce impressão que todos os dias posso mudar as coisas e ser melhor todos os dias. Descobri que preciso muito pouco para um sorriso e muito menos para uma lágrima, mas no somatório de tudo, o resultado é fracamente positivo e hoje sou uma mulher.... muito convencida :) e muito amada ;)

02/09/07

Descobri a música

ANDAVA EU A CANTAROLAR UMA MÚSICA e... finalmente descobri de quem é. Chama-se "Good Luck/ Boa sorte" da Vanessa Mata que tem também a contribuição do Ben Harper.
"Tudo o que você me dá, é pesado, é demais, não há paz, tudo o que quer de mim, irreais expectativas..." (refrão). Mas ainda há mais "é só isso, não tenho mais a dizer, são só palavras e o que sinto não mudará, boa sorte". E interpretando as palavras da Vanessa construo as minhas, "Bye-bye senhor indeciso".
O CD intitula-se SIM e já o tenho, foi uma prendinha. Gosto da expressão afirmativa para dar mote a um album composto por um conjunto de músicas que abordam os afectos e desafectos humanos. A voz dela é simplesmente uma doçura e as letras muito singelas.

30/08/07

Faço anos daqui a uma hora

Ai, ai, ai....Isto só eu versão queixume e medo. Não é que cheguei aos 33, assim com aspecto deveras comestível?! Perguntaram-me hoje via msm se os meus 33 seriam festejados com 33 gatos, beijos, homens... Certo é que aguardo várias mensagens, atrevo-me a dizer dezenas (depois digo quantas foram), e alguns telefonemas. Que dizer sobre mim? Vou tentar fazer uma lista de 33 coisas boas e más que me caracterizam. Uma delas é a boa disposição. Sim, porque apesar de ser achacada à neura, tenho uma capacidade incrível de me rir de mim, dos outros e fazer com que todos se riam. Uma conquista nesta década, a dos meus 30, foi a presunção. Outrora era só no aspecto, agora é mesmo cá no meu interior. Eu gosto mesmo de mim, com tudo cá dentro e fora. Há coisas que, às vezes, se tivesse mãos de gigante armado em fada, retocaria, pois queria que se alterassem, porém não dependem de mim. Tenho de aceitar as circunstâncias e pensar que apesar de um dia ter escrito num poema em que dizia" um dia quando for grande quero ser uma árvore com frutos". Mas posso simplesmente ser uma árvore com flores?! Ou daquelas que andam sempre com pássaros (e ninhos) que cagam tudo e mais alguma onde ninguém em volta consegue dormir com o barulho estridente. Neste último cenário, para os humanos, pode ser uma visão bonita e aprazível, mas imaginem para a árvore?! Complicado... Talvez uma questão de hábito. Se calhar vou ser uma árvore dessas, portanto como dizem os brasileiros "mi aguardem" ;)

Simplesmente a evitar

Hoje tive uma aula espectacularmente dramática de ginástica. Com peso na consciência e supostamente noutras partes do corpo que desde segunda-feira não eram exercitadas - calma, estou a falar das minhas pernas, coxas, destes músculos incríveis que compõem este corpo que já tem largamente mais do que um quarto de século - fui ao ginásio. Pensei ir a uma aula de local. E fui, sendo surpreendida por um novo professor. Até aí tudo bem, convém variar. Eu não queria ser cruel e dizer que pelo aspecto da criatura temi o pior e imaginei-ne num “remake” daquele videoclip em que estão montes de garinas a fazer uma aula de local e parecem mais que se estão a mast… incluindo professor. Que música? Aquela tipo disco com o refrão “Call on me”, coisa assim do género.. A criatura era a reencarnação do popeye. Também me pareço um deja vu de um filme do Fassbinder, mas adiante. A t-shirt não era de barras como a do popeye, não havia boné, mas existia muita vontade do recurso à indumentária. A opção foi t-shirt cavada, branca. Um espectáculo… O elástico vermelho da cueca era visível e propositado. Outro apontamento fenomenal e estonteante a "voltinha de prata", bem comprida com uma cruz. Fez bem, ainda poderia ir uma vampira à aula, é melhor não arriscar… Agora o que me chocou mesmo foi o rosto: Stallone, versão "carapinha" quase comprida. Cabelo oleoso, ou seria gel ou quiçá suor? Uma incógnita...
Difícil de visualizar?! Ainda bem para vocês, trágico para mim. Julgo que não será suficiente o fim-de-semana para provocar uma amnésia. Mas não foi o aspecto azeite que me criou repugnância e trauma de evitar a todo o custo a aula deste senhor, de seu nome Santos, pelo menos foi o que percebi….
O que foi terrível foi a brutalidade da aula. Explicava à "speedy Gonzales" os movimentos e depois berrava com grunhidos, voltando a repetir o exercício com gestinhos, tipo dah - versão brejas.
Asseguro-vos que depois desta aula, jamais ficarei indiferente à expressão – “vamo lá minha gente”. E a boa educação, para onde foi? Odiei ouvi ir isto de cinco em cinco minutos, enquanto moribunda me ía mexendo…O prof de vez em quando exibia o peitoral, pois levantava a t-shirt com um movimento sexy, que nem bailarino de salsa, tenho feeling que gosta do género... Completamente nojento o "profe santos".
Eu suava por tudo que era poro, bebi litro e meio de água, não consegui fazer nem metade dos abdominais. Todas nós tresandávamos. A aula parecia um encontro de suínos fêmeas, exaustas e famintas. Eu só pensava, chocolate, eu preciso de doces. Estávamos com um rosto, uma expressão assustadora, houve pessoal que ía para a aula de pilates que se afastou de nós, como se tívessemos algo contagioso. Mas acho que era mesmo o cheiro. Nós estavámos rosas, para não dizer roxas, ensopadas de suor, super mal-cheirosas, com língua de fora. Suíno?! É assim que imagino um porco e foi assim que me senti, uma porca versão gaja vestida de calça de fato de treino. Evitei cruzar-me com o profe no final da aula, para não lhe dizer a minha opinião que com certeza iria ser acompanhada com um discurso tipo “porque eu acho porque eu penso, não podemos, não deve”. Eu e as minhas opiniões, lol. Na volta ainda tinha de ouvir as explicações ou então uma enumeração dos benefícios deste tipo de modalidade. As minhas opinião nem sempre saem da melhor forma... Sim, porque a meio da aula, depois de intensos exercícios de braços. Diz, “não se preocupem minhas lindas que não ficam com uns braços como os meus”. Ao que respondi - e ouviu-se por toda a sala - "credo ainda bem". Não corei, pois já estava mais do que vermelha. De qualquer forma senti que desci ao nível dele. Muito mau, mesmo muito :(. Fui sincera, em demasia, sim eu sei...

26/08/07

Tou a ficar croma

Hoje acordei ao som da trovoada e estive imenso tempo a dar voltas na cama agoniada. Uma ansiedade. O meu coração pareceia um swatch.. De repente lembrei-me que estava quase a fazer anos e fiquei a cogitar nos meus super 30. Não me apetece mesmo fazer anos, nem mesmo com a doce ilusão das prendas. Confesso que esta pré-depressão momentânea se deve ao facto que ontem parti um vidro e lá pensei nos vários anos de azar que se seguirão :(. Porque é que com a idade se fica tão croma. Nunca fui de ligar a estas coisas... Mas subitametne os meus neurónios ficaram quantificáveis e um tanto tetardados. Para ultrpassar o acidente, fui comprar um novo vidro para o meu quadro de flores que brevemente será o meu cenário ao acordar. Daqui a pouco vou buscá-lo...